Vestir o Pai
Tragicomédia escrita por Mário Viana e dirigida por Angela Barros que trata do relacionamento de uma família composta por Alzira (Valéria Lauand) e seus dois filhos, Regina (Tatiana Pacor) e Júnior (Roberto Mello), no momento em que o patriarca está à beira da morte.
Alzira é a esposa e mãe dedicada à família que, segundo o autor, é a própria rainha do lar. Já a filha, Regina, tenta ser uma equilibrada mulher de negócios, mas no fundo é extremamente carente. Ela mantém uma relação com um homem casado e sonha viajar com ele para a Argentina. O filho Júnior, como o pai, é um homem fracassado.
A história tem como ponto de partida a provável morte do pai, que se encontra agonizante. No início a família demonstra compaixão pelo seu sofrimento, e aos poucos, discutem como vesti-lo para o enterro, sem se darem conta de que já o tratam como morto. A partir daí, disputas mesquinhas têm início e a degeneração da relação familiar se evidencia.
No final, Alzira, mulher submissa e dedicada à família e às convenções sociais, tem um rasgo de lucidez e resolve dar uma virada em sua vida pessoal.
Em 1999 o texto “Vestir o Pai” obteve o segundo lugar no Festival de Dramaturgia de Porto Alegre. Em 2003, Paulo Autran o escolheu para dirigir e apresentar no CCBB e fez o seguinte comentário: “Foi um prazer, a peça é divertidíssima. Lotou por toda a temporada”
Teatro Alfredo Mesquita
Av. Santos Dumont, 1.770 – Santana – 211 lugares
Estacionamento gratuito
Acesso para portadores de necessidades especiais
Estréia: 10 de outubro
Temporada: até 30 de novembro
Censura: 14 anos
Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 19h
Espetáculos nos dias 10, 11 e 12 de outubro: Gratuitos
Adeus, corpo gentil, morada do meu desejo
“Adeus corpo gentil, morada do meu desejo” surge através da revisitação do espetáculo “Corpo: Desejo e Consumo” desenvolvido pela companhia em dezembro de 1999 a convite do Itaú Cultual para integrar o evento “Cotidiano/Arte: Consumo”.
Mais do que uma releitura, Claudia de Souza utilizou-se deste trabalho como maneira de buscar uma inspiração poética no universo criado através da co-relação entre o desejo e o ato de consumir, tendo o corpo como um instrumento de desejo, manifestando-se como objeto e como criador de impulsos e sensações.
Além desta inspiração, a coreógrafa e diretora também buscou referência em obras de diversas áreas, como o filme “Asas do Desejo”, do diretor alemão Wim Wenders, as esculturas de Rodin e a trilha sonora de Ryuchi Sakamoto para o filme “Go Hato”, levando os intérpretes para um ambiente no qual a investigação de sensações e emoções, de formas e movimentos dão origem a relações nas quais todos os sentidos são constantemente estimulados.
As experiências sensoriais trazem à cena o desejo como habitante de um corpo não apenas físico e biológico, mas um corpo desprovido de matérias ou limites.
O que vem a partir da percepção do ato de desejar? Como lidar com o desejo pelo seu simples consumo, a essência da sensação que causa uma transformação?
Perguntas estimulam a investigação de um sentido sensorial do próprio corpo, buscando não apenas respostas concretas, mas experimentações de possibilidades. Diante da inércia de quem somos e como nos relacionamos com o mundo de forma condicionada, habitualmente vivendo em uma única realidade, a busca pela descoberta de potenciais pode trazer essas novas possibilidades, bem como novas relações, novas sensações e novas realidades.
“Adeus Corpo Gentil, Morada do meu Desejo” busca uma atmosfera de energia criada a partir da somatória dos pensamentos e qualidades vibratórias dos intérpretes, gerando um ambiente transformador que convida o público a transitar por um estado de transformação sugerindo o encontro e o contato com novas sensações das quais nem sempre nos permitimos desfrutar.
Concepção e direção: Claudia de Souza; coreografia de Claudia de Souza (com a colaboração dos intérpretes); Assistência de Cristiana de Souza; Elenco: Anabel Andrés, Claudia de Souza, Cristiana de Souza, Gabriel Bueno, Ítalo Ramos, Janaína Castro, Junior Gonçalves e Kleber dos Santos.
Teatro Alfredo Mesquita
Av. Santos Dumont, 1.770 – Santana – 211 lugares
Estacionamento gratuito
Acesso para portadores de necessidades especiais
Estréia: 09 de outubro
Temporada: até 27 de novembro
Censura: 14 anos
Quintas-feiras, às 20h
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